{"provider_url": "https://www.juara.mt.leg.br", "title": "Estradas de MT geram perdas nas safras de gr\u00e3os.", "html": "<p>O agroneg\u00f3cio brasileiro joga fora, todos os anos, cerca de R$ 3,8 bilh\u00f5es devido \u00e0s p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es das rodovias, segundo o estudo Transporte &amp; Desenvolvimento \u2013 Entraves Log\u00edsticos ao Escoamento de Soja e Milho, elaborado pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Transporte (CNT) e divulgado nesta segunda-feira (25).\u00a0Somente as perdas dos produtores rurais de Mato Grosso se aproximam de R$ 1,5 bi.</p>\r\n<p><br />Aponta a CNT que as condi\u00e7\u00f5es do pavimento das rodovias levam a um aumento de 30,5% no custo operacional com o escoamento da safra de soja e milho. O preju\u00edzo corresponde ao valor de quase quatro milh\u00f5es de toneladas de soja ou a 24,4% do investimento p\u00fablico federal em infraestrutura de transporte em 2014. Esse dado torna-se ainda mais relevante porque h\u00e1 uma distribui\u00e7\u00e3o inadequada da malha de transporte: 65% da soja s\u00e3o escoados por rodovias, 26% por ferrovias e 9% por hidrovias. <br /><br /><br />\u201cO transporte se torna mais caro em raz\u00e3o das m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es da infraestrutura. A gente percebe, por exemplo, que se houvesse uso mais intensivo de ferrovias e hidrovias, o custo da movimenta\u00e7\u00e3o seria mais baixo e mais vantajoso. Como a densidade da nossa infraestrutura ainda \u00e9 baixa, o custo sobe e o pa\u00eds perde competitividade\u201d, explica o diretor-executivo da CNT, Bruno Batista, por meio da assessoria. <br /><br />Para efeito de compara\u00e7\u00e3o, nos Estados Unidos, principal concorrente do Brasil na produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os, 20% da safra \u00e9 transportada por caminh\u00f5es. Na Argentina, o percentual \u00e9 de 84%, mas as dist\u00e2ncias m\u00e9dias entre regi\u00f5es produtoras e portos v\u00e3o de 250 a 300 quil\u00f4metros.<br /><br />J\u00e1 aqui no pa\u00eds, a dist\u00e2ncia percorrida por caminh\u00f5es, do Centro-Oeste (principal \u00e1rea de produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os no pa\u00eds) at\u00e9 os portos do Sul e do Sudeste, chega a ser superior a dois mil quil\u00f4metros. Isso ocorre na maior parte dos deslocamentos de soja e milho, j\u00e1 que, atualmente, 67% das exporta\u00e7\u00f5es ocorrem pelos portos de Santos (SP), Paranagu\u00e1 (PR) e Rio Grande (RS).<br /><br />A m\u00e1 qualidade das rodovias \u00e9 considerada problema grave ou muito grave por 85,8% dos embarcadores ouvidos pela CNT. Segundo o levantamento, as vias utilizadas para escoamento de soja e milho apresentam alguma defici\u00eancia no pavimento, na sinaliza\u00e7\u00e3o ou na geometria.<br /><br />O Brasil ocupa o 122\u00ba lugar no ranking de competitividade do F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial em rela\u00e7\u00e3o a rodovias. Os Estados Unidos est\u00e3o na 16\u00aa posi\u00e7\u00e3o e, a Argentina, na 110\u00aa.</p>\r\n<p>No Vale do Arinos, munic\u00edpio de Juara, regi\u00e3o Norte de Mato Grosso, que come\u00e7a a despontar para a agricultura, tem uma p\u00e9ssima malha vi\u00e1ria e muitas estradas de ch\u00e3o, dificultando muito mais o transporte dos gr\u00e3os at\u00e9 aos portos. Isto tamb\u00e9m \u00e9 respons\u00e1vel pelo desalento de alguns produtores.</p>", "author_name": "paulobecker", "version": "1.0", "author_url": "https://www.juara.mt.leg.br/author/paulobecker", "provider_name": "PODER LEGISLATIVO", "type": "rich"}